Prêmios por redução de criminalidade
Atuação no combate à criminalidade no município, com reconhecimento pelos resultados de redução dos índices.
Coragempara cuidar de Pernambuco
Delegada concursada. Denunciou o que viu por dentro, foi processada por isso — e continuou denunciando.
Filha de gaúcho com paranaense, nascida em Goiás e radicada em Pernambuco, Natasha Dolci escolheu este estado para viver, servir e defender. É delegada de Polícia Civil e atua há dez anos no enfrentamento à criminalidade.
Aprovada no concurso da Polícia Civil em 2016, passou por diferentes regiões de Pernambuco — do Sertão ao Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, Olinda e Recife. Esteve à frente de investigações e operações contra o tráfico de drogas e homicídios.
Mas a trajetória dela não se resume ao combate ao crime nas ruas. Natasha passou a denunciar problemas dentro do próprio sistema de segurança — desvio de verbas, desvio de armas de fogo e manipulação de números. E foi por não se calar que passou a enfrentar processos administrativos e tentativas de punição.
Hoje leva essa experiência para a vida pública. Sua candidatura nasce de uma convicção simples: não basta reclamar do que está errado — é preciso estar disposto a enfrentar o problema e lutar para que a solução saia do papel.
Na rua e dentro da instituição. Uma década de carreira policial em Pernambuco.
Atuação no combate à criminalidade no município, com reconhecimento pelos resultados de redução dos índices.
Participação na prisão de uma liderança do tráfico em Cavaleiro; coordenação de operação com 14 alvos ligados ao tráfico em Igarassu; e meses de trabalho no Ibura durante um período de alta nos homicídios.
Passou a denunciar publicamente suspeitas de desvio de verbas, desvio de armas de fogo e manipulação de números da segurança pública.
A Justiça de Pernambuco condenou o Estado ao pagamento de R$ 90 mil por danos morais e anulou medidas administrativas impostas contra Natasha, reconhecendo a ilegalidade e a desproporcionalidade dos atos praticados contra ela.
Responde a processos administrativos motivados por suas manifestações e denúncias, incluindo procedimento que resultou em recomendação de demissão.
Para isso, não faltam diagnósticos — falta decisão. Planejamento, investimento, inteligência, valorização de quem está na linha de frente e, principalmente, coragem para enfrentar o que durante anos foi ignorado.
Cada proposta parte de um problema concreto identificado dentro da segurança pública de Pernambuco. Toque para abrir e ver o problema, a proposta e o objetivo.
Proteção que chega antes da denúncia — e que não violenta de novo.
A mulher vítima de violência repete o relato várias vezes, passa por atendimentos inadequados e pode sofrer novos constrangimentos dentro da própria rede que deveria protegê-la.
Projeto de lei criando uma Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Revitimização, com protocolos de atendimento, capacitação dos profissionais, integração da rede e mecanismos de fiscalização.
Garantir que a mulher seja acolhida, ouvida e protegida sem sofrer uma nova violência dentro do próprio sistema.
Quem já sofreu violência não pode ser violentada novamente pelo próprio Estado.
A violência não tem horário, mas o atendimento especializado ainda não funciona de forma ininterrupta em todo o Estado.
Garantir atendimento especializado à mulher 24 horas por dia, 7 dias por semana, e ampliar a cobertura para regiões que hoje não têm atendimento adequado.
Garantir que nenhuma mulher precise esperar o próximo dia útil para buscar proteção.
Violência não tem horário. A proteção também não pode ter.
Nem toda mulher mora perto de uma Delegacia da Mulher ou de um serviço especializado. Em muitos municípios, a porta de entrada da rede de proteção é insuficiente ou inexistente.
Programa de cooperação entre Estado e municípios para que cada cidade tenha uma porta de entrada para a mulher vítima de violência — orientando, acolhendo, identificando risco e encaminhando para segurança, saúde, assistência social e psicologia. Inclui destinação de emendas parlamentares para os municípios estruturarem a rede.
Fazer com que a proteção chegue até a mulher, independentemente de onde ela mora.
Se a mulher não consegue chegar à rede de proteção, a rede precisa chegar até ela.
Muitas mulheres precisam primeiro de acolhimento, escuta e orientação antes de estarem prontas para denunciar — e isso não pode significar ficar sem proteção. Hoje a rede está concentrada na Região Metropolitana.
Levar centros de acolhimento para o Agreste, Sertão, Zona da Mata e demais regiões, com atendimento psicológico, assistência social e orientação sobre direitos e caminhos possíveis, integrados à saúde e à segurança pública.
Garantir proteção antes mesmo de a mulher decidir denunciar, respeitando seu tempo, sua autonomia e sua segurança.
A denúncia pode ser um caminho. O acolhimento precisa ser o primeiro direito.
Quem protege também precisa de proteção, respeito e salário compatível.
O trabalho policial é uma das atividades mais expostas a violência, risco e trauma. Some-se a isso o ambiente institucional: assédio moral e sexual, perseguições, humilhações, abuso de autoridade e ausência de canais confiáveis de proteção.
Política permanente de atenção à saúde mental dos profissionais de segurança, com atendimento psicológico e psiquiátrico preventivo, emergencial e continuado para policiais civis e militares, além da reestruturação do atendimento do IRH.
Prevenir o adoecimento e garantir que o policial não precise chegar ao limite para receber ajuda.
Quem cuida da segurança de todos também precisa ter quem cuide dele.
Assédio moral e sexual dentro das forças de segurança adoece servidores, destrói carreiras e costuma ficar impune quando a apuração acontece só dentro da própria hierarquia. Quem denuncia não pode ficar subordinado a quem denunciou.
Comitê Independente de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio, com participação relevante de membros externos às corporações e do Ministério Público. Prevê análise inicial célere, afastamento cautelar da função de chefia diante de indícios mínimos, proteção da vítima contra retaliação, prazo definido de apuração, inabilitação para cargos de gestão por 5 anos em caso de condenação e capacitação obrigatória para quem ocupa chefia.
Construir uma cultura de respeito e impedir que autoridade seja confundida com licença para perseguir.
Chefiar não é perseguir. Autoridade não é autorização para assediar.
O policial assume riscos e exerce função essencial, mas a remuneração não acompanha essa responsabilidade — e os valores das jornadas extraordinárias estão defasados há anos.
Revisão e aumento do subsídio, correção de distorções remuneratórias, reajuste dos programas de jornada extra, remuneração diferenciada para noites, fins de semana e feriados, e ampliação dos programas com adesão voluntária e critérios transparentes.
Valorizar o policial na carreira, no salário e no trabalho extraordinário.
Quem quer um Estado mais seguro precisa valorizar quem protege o Estado.
Número auditável, dinheiro rastreável e política avaliada por resultado.
Pernambuco precisa de dados confiáveis para saber onde a violência está e o que funciona. Hoje se perde cerca de um policial por delegacia, desviado da atividade-fim para alimentar sistemas e produzir estatísticas.
Criar uma estrutura única, técnica e especializada de dados da segurança pública, responsável pela coleta, padronização e divulgação das estatísticas criminais, com mecanismos de auditoria e acompanhamento do Ministério Público e dos órgãos de controle.
Um único sistema, uma metodologia confiável e números auditáveis — devolvendo o policial à investigação.
Quem sabe cuidar da segurança pública não precisa maquiar números. Precisa mostrar resultados.
Enquanto o Estado anuncia investimentos, unidades policiais enfrentam falta de água, prédios deteriorados, infiltrações e até tetos com risco de desabamento.
Projeto para garantir rastreabilidade, transparência e fiscalização dos recursos da segurança, acompanhando o dinheiro da destinação até a aplicação, com critérios objetivos de manutenção das unidades e prestação de contas aos órgãos de controle.
Garantir que o dinheiro chegue à ponta e vire estrutura digna para quem trabalha e para quem procura o Estado.
Se falta estrutura na ponta, é preciso saber onde o dinheiro foi parar e quem responde por isso.
Não basta fazer mais operações, contratar mais policiais ou comprar mais equipamentos. É preciso saber o que funciona, onde funciona e por quê.
Avaliação periódica das políticas estaduais por indicadores de resultado: dados confiáveis, metas, transparência, análise territorial, acompanhamento e revisão das políticas que não produzam resultado.
Sair da reação à violência e passar a planejar a segurança com base em evidências.
Segurança pública não pode ser feita no achismo.
O Estado precisa de estrutura especializada, permanente e protegida para investigar corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes e desvio de recursos. A experiência da DECASP mostrou o valor de concentrar investigações complexas em uma unidade dedicada.
Criar uma nova Delegacia de Combate à Corrupção com estrutura própria, equipes especializadas em lavagem, fraudes, licitações e contratos, proteção aos investigadores, integração com Ministério Público, Tribunal de Contas e Controladoria, e atuação em todo o Estado, inclusive no interior.
Investigar quem desvia dinheiro público, independentemente de partido, cargo ou grupo político.
Corrupção não pode ter partido. Investigação não pode ter dono.
Policial na rua, gestão profissional nos bastidores e perícia em todo o Estado.
A estrutura de segurança precisa concentrar os profissionais da atividade-fim nas suas funções e ter gestão administrativa profissional, eficiente e transparente.
Revisão das funções gratificadas de chefia, redução de estruturas administrativas desnecessárias, critérios objetivos para funções de gestão, maior transparência na execução dos recursos e separação adequada entre atividade policial e gestão administrativa.
Colocar mais gente na atividade-fim e tornar a gestão mais eficiente e transparente.
Segurança pública precisa de policial na rua e gestão profissional nos bastidores.
A investigação criminal depende de prova técnica. Sem perícia adequada, crimes complexos ficam mais difíceis de esclarecer e criminosos permanecem impunes.
Expansão progressiva da capacidade pericial para todo o Estado: ampliação da cobertura territorial, equipamentos modernos, laboratórios especializados, valorização e capacitação dos peritos e redução da dependência da capital para exames especializados.
Dar à investigação criminal mais capacidade de produzir prova técnica, inclusive no interior.
Crime se combate com investigação. E investigação precisa de prova.
Chegar antes do crime — no território e na vida do jovem.
A polícia muitas vezes só se aproxima da comunidade depois que o crime aconteceu. Moradores, comerciantes, escolas e lideranças conhecem o território, mas nem sempre participam da solução.
Política de policiamento de proximidade, com equipes de referência para territórios prioritários e canais permanentes de diálogo com moradores, comerciantes, escolas e lideranças comunitárias.
Construir confiança entre polícia e comunidade e tornar a prevenção parte da rotina.
Polícia não pode conhecer a comunidade apenas quando o crime acontece.
Muitos jovens em áreas vulneráveis convivem com o tráfico e com poucas oportunidades de esporte, cultura, formação e trabalho.
Prevenção ao aliciamento de crianças e adolescentes integrando esporte no contraturno, recuperação de quadras e ginásios das escolas estaduais, emendas para espaços esportivos comunitários, acesso a cultura, música, tecnologia e cursos profissionalizantes, programas de primeiro emprego e acompanhamento dos jovens mais vulneráveis.
Criar oportunidades reais de futuro e reduzir a vulnerabilidade ao recrutamento pelo tráfico.
Antes de prender o jovem que o tráfico recrutou, precisamos impedir que o tráfico consiga recrutá-lo.
Quem vive e trabalha no território sabe onde estão os problemas, mas raramente é ouvido na construção das ações de segurança.
Canais permanentes de diálogo entre polícia, moradores, comerciantes e lideranças locais para identificar problemas, mapear áreas de risco e desenvolver ações preventivas específicas para cada território.
Fazer da comunidade uma parceira da segurança pública.
Quem vive o problema precisa participar da construção da solução.
Municípios e regiões por onde passou a carreira policial de Natasha Dolci.
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